Cientistas defendem volta da letra cursiva nas escolas

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letra cursiva

Nos últimos anos, temos testemunhado um declínio acentuado no uso da letra cursiva. Impulsionado pelo avanço da informática e da tecnologia digital, cada vez menos estudantes usam a caligrafia. O resultado desse fenômeno foi um distanciamento das práticas tradicionais de escrita. Dessa forma, geração após geração ficam cada vez menos familiarizada com este tipo de escrita.

Essa mudança cultural também se refletiu nas exigências dos vestibulares e exames estudantis, como o Enem, que já não mais cobram a habilidade de escrever com identidade própria. Como consequência, as escolas deixaram de priorizar o ensino da letra cursiva, e o impacto dessa decisão tem sido observado através da prevalência de letras de forma, caligrafia pouco legível e muitos garranchos nas salas de aula em todo o Brasil.

No entanto, uma reviravolta surpreendente está ocorrendo na Califórnia, onde uma nova lei estadual está reintroduzindo o ensino da caligrafia cursiva nas escolas. A partir deste ano, a obrigação dos alunos do ensino fundamenta é aprender e usar a arte da caligrafia, usufruindo dos benefícios cognitivos e motores dessa prática.

Pesquisa comprova benefícios da letra cursiva

Ao mesmo tempo, a iniciativa baseia-se em pesquisas que comprovam que aprender a letra cursiva melhora o desenvolvimento cognitivo, a compreensão da leitura e as habilidades motoras finas, além de proporcionar aos alunos a capacidade de ler documentos históricos e cartas familiares de gerações passadas.

Entretanto, nem todos estão entusiasmados com essa mudança. Muitos estudantes expressam dificuldade em aprender caligrafia. E a alegação é que cresceram sem praticá-la, e veem essa reintrodução como mais um obstáculo imposto pela sociedade.

Diante desse debate, é importante refletir sobre o papel da caligrafia cursiva no contexto educacional contemporâneo. Será que estamos testemunhando o retorno de uma prática antiquada ou reconhecendo sua importância para o desenvolvimento integral dos alunos? A resposta a essa pergunta pode moldar o futuro do ensino da escrita nas escolas de todo o mundo.

Foto: Freepik

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