Morre na prisão um dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro

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Um dos participantes dos atos golpistas que invadiram o Senado no dia 8 de janeiro deste ano faleceu nesta segunda-feira (20) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, teve um mal súbito durante o banho de sol e não resistiu, segundo a penitenciária.

Cunha estava preso preventivamente desde o dia do ataque ao Congresso, quando foi detido dentro do plenário do Senado. Ele era réu em um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes relacionados atos golpistas de 8 de janeiro.

A morte de Cunha levanta questões sobre as condições dos presos políticos na Papuda, que abriga cerca de 150 detentos acusados de envolvimento nos atos golpistas. Segundo registros da penitenciária, Cunha sofria de diabetes e hipertensão e fazia uso de medicação controlada. Ele também recebeu seis atendimentos médicos entre janeiro e maio, além de ter sido levado ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) em maio.

A defesa de Cunha havia pedido sua liberdade em setembro, alegando que ele não representava risco à ordem pública e que já havia sido ouvido em todas as etapas do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com o pedido, mas o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, não chegou a analisar a solicitação.

Em sua defesa, Cunha afirmou que foi à manifestação do dia 8 de janeiro “por acreditar que seria pacífica” e que entrou no Senado “para se abrigar” após a confusão. Ele negou ter participado de qualquer ato de violência ou vandalismo contra o patrimônio público. Ele foi denunciado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O STF foi procurado para comentar o episódio, mas ainda não se manifestou.

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