Gilmar Mendes diz que Lava Jato usava poder do Estado para praticar tortura: ‘Coisa de pervertidos’

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Ministro do Supremo Tribunal Federal afirmou que se convenceu de que a operação forçava investigados a realizarem delações premiadas após ler livro escrito por Emílio Odbrecht

Carlos Moura/SCO/STFGilmar Mendes
Ministro Gilmar Mendes durante sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou de sessão de julgamentos da Segunda Turma da Corte nesta terça-feira, 9, e acusou a Operação Lava Jato de praticar “tortura” contra os investigados. Segundo o magistrado, sua conclusão baseia-se num livro escrito por Emílio Odebrecht. “Teria que ter inquérito para saber o que se passou. As pessoas só eram soltas, liberadas, depois de confessarem e fazerem acordo. Isso é uma vergonha e nós não podemos ter esse tipo de ônus. Coisa de pervertidos. Claramente se tratava de prática de tortura usando o poder do Estado. São páginas que envergonham a Justiça. O que se fez em Curitiba, nessa chamada República de Curitiba, com a Lava Jato, nós temos que fazer um escrutínio muito severo, porque se trata de algo extremamente grave”, pontuou. O ministro da Corte ainda defendeu a investigação dos membros que participaram da operação , ainda que não mais integrem a força-tarefa, para que suas práticas não sejam repetidas no futuro.

Atualmente, o responsável pelos processos da Lava Jato, ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR), é senador, e o ex-procurador e ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol (Podemos-PR), é deputado federal. “É uma vergonha. Eu acho que o CJF (Conselho da Justiça Federal) deveria investigar, a despeito deles terem deixado já as funções, porque se trata de corrigir para que isso não mais se repita”, finalizou. As acusações sucedem as críticas realizadas por Gilmar em entrevista concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da última segunda-feira, 8. Ao participar do programa, o decano do STF afirmou que Curitiba foi o “germe do fascismo” e que suas ações ajudaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a chegar ao Palácio do Planalto. Moro, por sua vez, utilizou as suas redes sociais para se defender das acusações de Gilmar. “Não tenho a mesma obsessão por Gilmar Mendes que ele tem por mim. Combati a corrupção e prendi criminosos que saquearam a democracia. Não são muitos que podem dizer o mesmo neste país”, finalizou.



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